Fluxo de vida

por Felipe

Refletindo sobre um dos desafios de estabelecer um local com atendimentos terapêuticos, veio à tona, entre esses pensamentos, a preocupação em saber se eu conseguiria, de fato, ser útil nos meus atendimentos. Uma certa apreensão de não ser útil e o medo de errar.

Ao me indagar sobre isso, senti rapidamente uma sensação interessante: quando nos dispomos a ajudar o próximo – simplesmente ao se dispor – um fluxo natural, ao qual apelidei de “Fluxo de Vida” (diferente de Fluxo da Vida), chega a ti, e com isso, rapidamente você saberá se portar, a agir perante àquele que está a sua frente. 

Esta conexão, ou este fluxo, é o fluxo que corre por cada um de nós, mesmo que não tenhamos conta disso, pois estamos “adormecidos”, e uma das formas de se antenar a ela, é se dispondo, de coração, a ajudar o próximo. Determinar-se a ajudar o próximo é criar uma conexão íntima com esse fluxo que compreende tudo de cada um de nós, em nosso íntimo, e por isso, quando estamos muito bem posicionados e dentro deste fluxo, nos vem entendimentos, de forma intuitiva, sobre a melhor forma de se portar, de lidar, e até sobre o quê falar para cada um daqueles que se posicionam à nossa frente. 

Para isso, é preciso uma conexão real com este fluxo, deixando claro que você pretende ajudar da melhor forma, buscando acolher e amorosamente transformar o outro. 

Nós criamos barreiras que impedem este fluxo natural. As barreiras são a timidez, o medo de ser julgado, a culpa, o medo de fazer algo errado e o outro não gostar do que possa ser feito. Estes medos impedem que nós nos conectemos fluidicamente a esta essência que nos é natural. Ajudar, é estar conectado a este fluxo. Ter confiança no fluxo, te inclina mais ainda para dentro deste fluxo.

A meditação pode ser uma ferramenta extremamente necessária para esta situação, pois além de ajudar na confiança, desperta a intuição precisa para seguir com o trabalho fraterno. 

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